Arquétipo: Conheça a chave que abre todas as portas

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O que é Arquétipo

O que é Arquétipo?
Tereza não consegue assistir televisão ou passar um tempo nas redes sociais sem fazer umas “comprinhas”, quase sempre desnecessárias. Mas depois, se sente culpada por ter sido tão impulsiva e pelas dívidas acumuladas.

 

Kadu nunca passa despercebido. Ele brilha onde quer que esteja e sempre acaba virando o centro das atenções. Na maioria das vezes isso causa algum conflito, porque sua namorada fica ressentida e enciumada.

 

Antônio sonhava ser músico. Mas hoje está aposentado por doença após uma vida inteira de frustração como engenheiro.

 

Você consegue identificar o que essas pessoas têm em comum? Você já se viu em situações semelhantes?

 

Todas elas têm vivenciado situações arquetípicas, ou seja, situações que seguem um padrão inconsciente bem definido.

 

O problema é que essas pessoas não sabem o que são Arquétipos e por isso não tem consciência do que são esses padrões e, tampouco, de como mudá-los.

 

O fato é que todas as situações que experimentamos na vida são arquetípicas, ou seja, não são problemas “exclusivos” de nossas vidas, mas sim situações similares às vividas por diversas outras pessoas ao redor do mundo.



Todos os problemas que enfrentamos, na verdade, são problemas de relacionamento. Sempre. Isso porque muito além de relacionamentos amorosos, familiares ou de amizade, tudo em nossa vida é relacionamento: A forma que nos relacionamos com o dinheiro, a vida, o planeta, com a nossa profissão… A maneira com a qual lidamos com a alimentação, o trabalho, a espiritualidade…

 

Assim como os problemas enfrentados por Tereza, Kadu e Antônio (os personagens da nossa história), todos os problemas repetitivos que vivemos são relacionamentos mal resolvidos.

 

Um problema é uma situação arquetípica, ou seja, é como um estágio evolutivo, uma fase do “jogo da vida” na qual devemos extrair aprendizados e seguir em frente. Um problema só se repete quando eu ainda não atribui um significado consciente a ele, ou seja, “não aprendi a lição” que reside naquele problema.

 

Quanto mais repetitivo o problema, mais profundamente inconsciente ele se encontra enraizado.

Ao final da leitura deste artigo, você saberá:

 

  • O que é Arquétipo (e o que não é),
  • Como os Arquétipos manifestam na realidade,
  • Como os Arquétipos influenciam sua vida,
  • Quais as 7 portas que se abrirão em sua vida quando você aprender a ativar Arquétipos.
  • Como interagir com os Arquétipos de maneira mais construtiva, e muito mais. O que é Arquétipo


Convidamos você a trilhar e desfrutar conosco dessa jornada em busca dos tesouros perdidos do inconsciente!

 

O seu mundo interior

O que é Arquétipo? Seu mundo Interior.

 

Para compreender o seu mundo interior, ou seja, compreender as motivações inconscientes que moldam o seu comportamento sem que você perceba, é preciso voltar a grandes nomes da psicologia e também a grandes correntes filosóficas e místicas, a fim de desvendar o funcionamento do ego.

Isso pode parecer um pouco complexo de início, mas fique tranquilo! Organizamos esse conteúdo para você de forma simples e gratuita nesse texto.

Segundo a visão científica, o ego é o processo mental que cria nossa identidade pessoal, é ele quem faz com que nos identifiquemos com nós mesmos: Nome, idade, gênero, preferências e habilidades. É o ego quem realiza a percepção e a manutenção da nossa personalidade.

O ego começa a se desenvolver durante os primeiros anos de vida, na infância. É ele o grande mediador entre nossa mente consciente e nosso inconsciente. Em outras palavras, o ego é a parte da nossa mente responsável por mediar as relações entre nosso mundo interno e o mundo externo.

A Mente segundo Sigmund Freud

Arquétipo-Freud


Segundo Freud, nossa personalidade seria composta de três importantes forças ocultas:

  • Id: O aspecto instintivo da nossa personalidade, responsável pela satisfação das necessidades básicas, é baseado no “princípio do prazer”. O Id faz de tudo para atingir o prazer e afastar a dor.
  • Ego: O aspecto racional da nossa personalidade: A forma com a qual pensamos, nos percebemos e interagimos com o mundo. Mediador entre id, superego e o mundo externo.
  • Superego: O aspecto moral da personalidade, produto da internalização dos valores e crenças recebidos dos pais, professores e da sociedade. Julga o que é certo ou errado.

A Visão de Jung

Arquétipo-Jung


Jung
dividia a psique humana em três partes: ego, inconsciente pessoal e inconsciente coletivo.

  • Ego: Representa a mente consciente, a parte da nossa mente que está “acordada”, que pensa e se comunica com o mundo externo.

  • Inconsciente Pessoal: O reservatório das lembranças e desejos. Onde você deposita os conteúdos e vivências pessoais: medos, afetos, impulsos morais, sentimentos reprimidos, experiências constrangedoras, motivações violentas, desejos irracionais, desejos sexuais inaceitáveis e até os talentos que você não quer expressar por alguma razão.

  • Inconsciente Coletivo: A camada mais profunda da psique, comum a todos os seres humanos. O inconsciente coletivo é herdado pela espécie. Trata-se de um conjunto de pensamentos, sentimentos e lembranças compartilhados por toda a humanidade. Fruto da experiência coletiva ao longo do tempo. Segundo Jung, é no Inconsciente coletivo que residem os Arquétipos.

 

A visão Espiritual

 

 

Para a tradição zen budista, o ego é considerado apenas como a noção intelectual, limitada e ilusória que o ser humano tem de si mesmo e do mundo, apenas um aspecto temporário do verdadeiro eu.

O processo mental responsável pela falsa noção do “eu”, calcado na total identificação com a forma. Sendo que, por “forma“, entendemos tudo o que é impermanente: o corpo, pensamentos, emoções, papéis sociais, objetos e posses materiais.

Devemos eliminar o ego?

Muitas correntes espirituais contemporâneas vendem a ideia de que devemos eliminar o nosso ego, mas será que isso é realmente possível?

Por ser uma ferramenta mental que nos ajuda a gerar identificação com o mundo material, proporcionando a noção de quem somos, o ego é importante para nossa experiência. Na prática, se fosse possível acabar com ele, acabaríamos com a nossa percepção de quem verdadeiramente somos.

Portanto, não é possível eliminar o ego. O Verdadeiro caminho consiste em compreender o ego e colocá-lo à favor do nosso verdadeiro eu, da nossa essência divina. Ou seja, parar de viver apenas buscando os prazeres momentâneos e mergulhar em uma jornada de vida que tenha um real propósito.

Se minha personalidade não é egoísta, se eu sigo não apenas os meus desejos de aumentar prazer e evitar a dor, eu encontro a verdadeira vontade, que é a vontade do Todo. Encontrando essa vontade dentro de mim (através da minha intuição), tenho a oportunidade de colocar meu ego à favor desse fluxo natural universal.

Compreendendo as camadas da mente

Arquétipos e neurotransmissores


Para fins didáticos, podemos dividir nossa mente em três camadas:

Primeira camada: O Consciente (Cs): É a parte da mente que interage com a realidade que você vive no presente, que usa para raciocinar, se concentrar em algo e tomar decisões. Literalmente nossa mente consciente. Onde conseguimos perceber e interagir com a realidade.

Segunda camada, o Inconsciente (Ics): A mente inconsciente é a camada mais profunda da nossa mente e não possuí a capacidade de raciocínio. É como um depósito responsável por armazenar as informações que recebe e reproduzir as atitudes automáticas que você tem.

Você já reparou que ao tomar banho, por exemplo, repete sempre o mesmo roteiro ao se ensaboar? Este é um exemplo de comportamento automático produzido pelo nosso inconsciente.

Terceira camada: O Supraconsciente (Scs): A mente supraconsciente é a maior de todas as camadas da nossa mente, é a mente que compartilhamos com o universo. Ou seja, o fragmento da mente divina universal que reside dentro de cada um de nós. O Supraconsciente é onisciente, ou seja, tudo sabe. É a mente da sua essência.

A visão de que existe uma mente supraconsciente é ainda mais abrangente do que a ideia de inconsciente coletivo de Jung. Segundo essa visão, é na mente supraconsciente que residem os Arquétipos.

E o que são Arquétipos?

O que é Arquétipo


Arquétipos são os padrões mentais que influenciam nossos pensamentos, sentimentos, comportamentos e situações.

Veja, em nosso inconsciente, possuímos os instintos: comportamentos automáticos da nossa espécie. Os Arquétipos são como os instintos da mente supraconsciente. São, literalmente, os modelos de comportamento que dão base às nossas ações, pensamentos e sentimentos.

Você já ouviu dizer que as pessoas do signo de Câncer tendem a ser mais emotivas, enquanto as pessoas do signo de Áries são mais explosivas? Isso acontece porque cada um desse grupos de pessoas é moldado por um arquétipo diferente.

Os signos astrológicos são uma possível maneira de compreender os arquétipos, mas podemos ir além…

Jung (O psiquiatra suíço) acreditava que os Arquétipos (Modelos de comportamento) eram resultantes da experiência humana coletiva ao longo do tempo.

Estudando correntes como a Kabbalah ou a Filosofia Platônica percebemos que os Arquétipos, na verdade, são supraconscientes. Ou seja, estão acima do nível consciente.

São subdivisões da mente universal (emanações do Todo) que tem como objetivo organizar a experiência na realidade material. Como “pacotes de energia e informação”.

O Inconsciente, por sua vez, é o baú das informações supraconscientes não expressas por bloqueio do ego. Portanto, mergulhando em nosso inconsciente chegamos ao Arquétipo.

Jung percebeu que há forças altamente ordenadas e potentes que se manifestam nos padrões de comportamento do ser humano. Ele denominou essas forças de “arquétipos”.


Arquétipo é um conceito derivado do grego, que representa o primeiro modelo de algo, protótipo, ou antigas impressões sobre algo.

E como os Arquétipos atuam em nós?

O que são Arquétipos

 

Os Arquétipos são universais, mas sua aplicação é individual. Cada indivíduo tem livre-arbítrio e um histórico pessoal. Assim, a interação com eles ganha uma nuance própria.

Podemos enxergá-los por exemplo, se observarmos a astrologia:

Pessoas do signo de câncer tendem a ter um comportamento similar, de maior sensibilidade, emotividade e uma vida mais voltada à família. Consequentemente, essas pessoas viverão problemas similares em sua vida. Pois pertencem a um mesmo grupo arquetípico.

É claro que essas pessoas jamais serão iguais. Cada uma vai manifestar o Arquétipo de um jeito diferente. Mas, inevitavelmente, possuirão padrões muito similares em suas vidas.

A Astrologia foi citada como exemplo e é apenas uma tipologia possível para classificar a manifestação dos arquétipos. Aqui, trabalhamos com outra: O Mapa Arquetípico. (Caso tenha interesse em fazer seu mapa e descobrir o Arquétipo que rege sua vida, clique aqui).

Onde podemos perceber os Arquétipos?

Como Arquétipos atuam


Os Arquétipos podem ser observados indiretamente através de:

  • Imagens
  • Símbolos
  • Sonhos
  • Formas
  • Comportamentos
  • Preferências e aversões
  • Mitos
  • Lendas
  • Contos de fadas
  • Manifestações artísticas
  • Ideias universais
  • Fantasias
  • Delírios individuais e coletivos
  • Manifestações religiosas

Por que trabalhar com os Arquétipos? 

É impossível saber quem realmente somos, se não entendermos os Arquétipos. Os nossos Arquétipos regentes, são as lentes por meio das quais enxergamos a nós mesmos e ao mundo. 

Além de tomar consciência de qual ou quais Arquétipos mais nos influenciam, é importante saber como eles se expressam em nossa vida.

Existem, para nós, dois grandes motivos para se trabalhar com os Arquétipos:

O primeiro motivo é o autoconhecimento

descobrir meu arquetipo


Descobrindo o Arquétipo que rege minha vida eu tenho a oportunidade de conhecer mais profundamente sobre mim, descobrindo talentos que antes estavam escondidos, me libertando de traumas antigos, e, principalmente, tomando consciência dos meus problemas repetitivos e os eliminando pela raiz.

Veja, todo problema repetitivo é uma situação Arquetípica. Ao fazer seu Mapa Arquetípico, você acessa um conhecimento poderoso sobre si mesmo e sobre os padrões inconscientes por trás de suas ações. Assim, terá acesso a uma lista de aspectos sombrios da sua personalidade que contribuem para os problemas repetitivos que você enfrenta.

Realizando um processo de integração das suas sombras, ou seja, tomando consciência de que elas existem e mudando o seu padrão de ação para um padrão luminoso, os problemas repetitivos desaparecem.

 

O segundo motivo é a oportunidade de descobrir novas possibilidades

 


Quando você realiza seu Mapa Arquetípico, além de um estudo profundo sobre seu Arquétipo regente, você recebe o conhecimento de todos os 22 Arquétipos que compõem o Mapa Arquetípico.

Com isso, você perceberá quantas novas possibilidades de experiência, relacionamentos, trabalho, possibilidades financeiras, que você antes jamais imaginaria que teria.

Resumindo, trabalhando com Arquétipos você descobre as motivações inconscientes por trás de suas ações, limpa suas sombras, para de viver problemas repetitivos e abre portas em sua vida ao ativar novos Arquétipos que lhe permitirão ser, fazer e ter o que deseja em sua vida.

Os Arquétipos dão sentido à nossa vida, fortalecem o nosso verdadeiro propósito e abrem um leque de possibilidades para que possamos experimentar e ser felizes.

E os três personagens do início?

Lembra da Tereza? Ela não consegue assistir televisão ou passar um tempo nas redes sociais sem fazer uma “comprinha” desnecessária pois está sendo influenciada por um marketing que usa os Arquétipos de forma inapropriada, através de mensagens subliminares, provocando o desejo de consumir o que não necessita.

Kadu é o centro das atenções porque vive o Arquétipo do Amante, que o torna uma pessoa carismática, sociável e sedutora. Isso emana dele, é algo natural, e sua namorada fica enciumada por não compreender que Kadu não faz por mal, só está expressando sua natureza.

Antônio, passou uma vida inteira de frustração como engenheiro porque não deu vazão ao Arquétipo do Artista que lhe regia. A energia que colocou ao longo dos anos para abafar essa influência, acabou lhe causando a doença que vive agora na aposentadoria.


O conhecimento sobre os Arquétipos poderia ter evitado os contratempos na vida dos três personagens.


E quanto a você, sabe qual Arquétipo mais influencia sua vida?

Clique no link para fazer seu Mapa Arquetípico e experimente essa ferramenta incrível de autoconhecimento e autodesenvolvimento:

Abraços fraternos,

Mabel Cristina Dias e Lucca Ferronatto

Referências bibliográficas: O Homem e seus Símbolos (Carl G. Jung); Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo (Carl G. Jung); Psicologia Arquetípica (James Hillman); O Poder do Mito (Joseph Campbell); Marketing e Arquétipos (Hélio Couto); Arquétipos (Caroline Myss).

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